Entre pela Janela

Ah! Se você soubesse o que eu poetizo,

se eu pudesse compartilhar contigo

o assombro,

o júbilo

e essa sinergia impensável

das palavras que giram

em volta de mim.

 

Mas talvez elas não venham

para me ajudar a contar

o tanto que me enlouquecem

quando somem, fugidias,

para depois retornar

e pousar espontaneamente

em seu devido lugar.

 

Ah! Se você soubesse das noites,

se eu pudesse te mostrar o tanto

que transborda de dentro de mim,

e se você não tivesse medo

e deixasse jorrar de você

as histórias tristes e

os sonhos elegantes e anacrônicos

e as ideias tão delicadas

vestidas de português antigo,

ah! Eu convidava você

para poetizar junto comigo.

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