Semideus da Poesia

Tu és o que há de mais sublime

Não há coroa de ouro que encime

A tua cabeça e te ofusque

Não há mulher que não te busque

Em seus pensamentos mais ocultos

Não há gênios, não há vultos

Que façam sombra à tua grandiosidade

Pois mesmo os mestres parecem incultos

Frente a tua genialidade

Aos pés de teu altar estou, semideus da poesia

Deixa-me contemplar a tua fronte luzidia

Permite-me banhar-me em teu encanto

E cobre minha alma com teu manto

Tu és do vento o filho mais veloz

Obténs a inspiração de Deus em sua foz

Semideus da poesia, a virtude é tua consorte

Tu tens a beleza e a poesia por esporte

Tu possuis o mundo inteiro a teus pés

Que se curva em reverência à divindade que tu és

É a ti, semideus, que os mortais erguemos nossas preces

Em gratidão pelo sublime tesouro que tu nos ofereces

E enquanto houver outonos o povo há de ocupar teu templo

Para eternizar a inigualável lenda da tua vida e do teu exemplo.

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