Profecia

A odalisca leu minha sorte

na borra de um café

E cruzava o meu caminho

Um andarilho sozinho

Trazido pela maré

 

Eu vejo noite em seus olhos

que são doces, curiosos

Vejo ombros arqueados

carregando o peso de anos

que não ficaram para trás

Vejo uma bússola sem norte

que não aponta os oceanos

onde o seu coração jaz

 

Ouço um bater apressado

entre confuso e cansado

do seu peito povoado

onde tanto se aglomera

Sinto as palavras em brasa

que o oráculo vocifera

E não ouso desvelar

A fortuna que me espera.

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