Ampulheta

Meu peito é feito de areia

Árido e desértico

Pródigo em secas tempestades

Onde não brota oásis

 

Meu coração é um deserto

Seco e pleno de areia

Que me derrete e me congela

No mesmo dia

 

E a sequiosa boca

E as secas mãos que esperam

E os fundos olhos que refletem

O imenso mar

Fenecem sem nunca encontrar

A quimérica água

Que os pudesse saciar

 

Meu peito é uma ampulheta

Repleta de areia

Que se derrama contando o tempo

Que um dia irá me matar.

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